sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

CRC 02/2018 – Questão nº49 da Prova Branca (nº50 da Prova Verde, nº49 da Prova Amarela e nº50 da Prova Azul) – Língua Portuguesa

Texto I

Um dos estudantes levantou a mão. Embora compreendesse perfeitamente que não se podia permitir que pessoas de casta inferior desperdiçassem o tempo da Comunidade com livros e que havia sempre o perigo de lerem coisas que provocassem o indesejável descondicionamento de algum dos seus reflexos... enfim, ele não conseguia entender o referente às flores. Por que se dar ao trabalho de tornar psicologicamente impossível aos Deltas o amor às flores?
[...]
– As flores do campo e as paisagens, advertiu, têm um grave-defeito: são gratuitas. O amor à natureza não estimula a atividade de nenhuma fábrica. Decidiu-se que era preciso aboli-lo, pelo menos nas classes baixas; abolir o amor à natureza [...]
(HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo, p. 22, 1946.)

Texto II

A partir de uma comparação entre os textos I e II, e considerando-se uma possível reflexão advinda do texto I acerca de um comportamento social, depreende-se que o texto II constitui:

A) uma referência a um fato atual de forma acrítica.
B) uma demonstração da necessidade de que o perfil profissional prevaleça.
C) crítica a todo tipo de atitude preconceituosa existente na sociedade atual.
D) crítica ao desmerecimento de determinados valores, em situações específicas.


Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

Que comparemos o Texto I com o Texto II, com foco no comportamento social.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Podemos observar algumas semelhanças entre o texto I e II. Em ambos os textos, o foco é a necessidade da classe daquele contexto.

No texto I, chegaram em uma conclusão que o amor à natureza não estimula a atividade fabril, então, esse amor deveria ser abolido nas classes inferiores. O que, podemos inferir, que a preocupação está na produtividade, ou seja, uma pessoa que fica “contemplando” a natureza não deve ser uma pessoa que produz muito em uma fábrica operária.

No texto II, a formiga que é a próxima da fila tem uma cabeça bem grande e um corpinho pequeno, que dá a impressão de ser intelectual. Como ela está em uma fila de vagas para “operárias”, ou seja, para trabalhadoras braçais, então, infere-se que ela não será muito produtiva para o serviço.

Com isso, chegamos à conclusão que trata-se de uma crítica ao desmerecimento de determinados valores, em situações específicas.

Gabarito: “D”

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