terça-feira, 31 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº22 da Prova Branca (nº24 da Prova Verde, nº24 da Prova Amarela e nº23 da Prova Azul) – Contabilidade de Custos

No mês de fevereiro de 2018, foi iniciada a produção de 5.000 unidades de um determinado produto, na empresa “Bem Aventurança S/A”. Ao final do mês, 4.000 unidades estavam totalmente concluídas e restaram 1.000 unidades em processo. O percentual de conclusão das unidades em processo é de 50%. O custo total de produção do período foi de R$ 900.000,00.

O Custo de Produção dos Produtos Acabados e o Custo de Produção dos Produtos em Processo são, respectivamente:

A) R$ 800.000,00 e R$ 100.000,00.
B) R$ 720.000,00 e R$ 180.000,00.
C) R$ 900.000,00 e R$ 0,00.
D) R$ 900.000,00 e R$ 100.000,00.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?
Para identificar a alternativa que apresente o Custo de Produção dos Produtos Acabados e o Custo de Produtos em Processo.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Essa questão envolve o conceito de Equivalência de Produção, ou seja, transformamos as unidades que estão em produção, por meio do percentual de conclusão dessas unidades, em equivalentes de unidades que estão acabadas.

Essa transformação representa quanto uma unidade em produção recebeu da carga de custos (mão de obra, insumos e custos indiretos) que seria necessária para iniciá-la e terminá-la completamente e nos permite saber quanto essa unidade em produção equivale em relação a uma unidade totalmente acabada.

Na prática, o exercício nos informa que das 5.000 unidades que foram iniciadas no período, 4.000 estão prontas e 1.000 ainda estão em processo e estão 50% concluídas.

Isso significa que de todos os custos incorridos para deixar uma unidade completamente acabada, a empresa já incorreu em 50% desses custos nessas 1.000 unidades.

Utilizando o conceito de equivalência de produção, podemos afirmar que, em termos de custos, 1.000 unidades 50% acabadas equivale ao mesmo que 500 unidades totalmente acabadas e chegamos nessa conclusão pois aplicamos o percentual de conclusão no número de unidades que estão em processo, desta forma:

1.000 x 50% = 500 unidades.

O enunciado nos informa que o custo total da produção foi de R$ 900.000,00.

Para calcularmos o custo por unidade, consideraremos as 4.000 unidades que já estão acabadas, mais as 500 unidades de equivalência. Totalizando 4.500 unidades.

R$ 900.000,00 / 4.500 = R$ 200,00 por unidade.

Chegamos, então, no custo equivalente a R$ 200,00 por unidade.

Para achar o valor do custo da produção acabada, multiplicaremos esse valor pelo número de unidades acabadas

R$ 200,00 x 4.000 = R$ 800.000,00

Para achar o valor do custo da produção em processo, multiplicaremos o custo unitário pelo número de unidades equivalentes acabadas

R$ 200,00 x 500 = R$ 100.000,00

Esse é o custo que a empresa incorreu para deixar suas 1.000 unidades num estágio de conclusão de 50%.

Gabarito: “A”

Link para o CPC 02:

Link para a NBC TG 02:

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segunda-feira, 30 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº21 da Prova Branca (nº19 da Prova Verde, nº20 da Prova Amarela e nº19 da Prova Azul) – Teoria da Contabilidade

De acordo com as normas vigentes no Brasil, a relevância é uma das características qualitativas obrigatoriamente presentes nas Demonstrações Contábeis. Dentre os seus requisitos, tem-se que a relevância auxilia o usuário da informação contábil em todos os itens a seguir, EXCETO:

A) Auxiliar na previsão de eventos futuros.
B) Fazer a diferença na tomada de decisões.
C) Ajudar na avaliação de eventos passados.
D) Demonstrar que tanto itens materiais quanto imateriais devem ser considerados.


Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

Que assinalemos a alternativa do que NÃO condiz com os requisitos da relevância, de acordo com características qualitativas obrigatoriamente presentes nas Demonstrações Contábeis.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Trata-se de uma questão de teoria básica da contabilidade, onde temos que identificar as características qualitativas, que estão presentes na Estrutura Conceitual Básica da contabilidade brasileira.

A Estrutura Conceitual, em capítulo 03, nos traz os conceitos das características qualitativas. De maneira bem resumida, temos caraterísticas qualitativas “fundamentais” (que são apenas duas) e as de “melhoria” (que são quatro). Vejamos:

Características qualitativas fundamentais
- Relevância
- Representação fidedigna

Características qualitativas de melhoria
- Comparabilidade
- Verificabilidade
- Tempestividade
- Compreensibilidade

Com isso, vemos que a “relevância” é uma característica fundamental da informação contábil-financeira, e na Estrutura Conceitual, extraindo partes da normas que mais nos interessa, temos a informação que:

  • Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários.
  • A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos.
  • A informação contábil-financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usuários para predizer futuros resultados.
  • A informação contábil-financeira tem valor confirmatório se retro-alimentar – servir de feedback – avaliações prévias (confirmá-las ou alterá-las).
  • A informação é material se a sua omissão ou sua divulgação distorcida (misstating) puder influenciar decisões que os usuários tomam com base na informação contábil-financeira acerca de entidade específica que reporta a informação. Em outras palavras, a materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação está relacionada no contexto do relatório contábil-financeiro de uma entidade em particular. Consequentemente, não se pode especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que seria julgado material para uma situação particular.


Então, comparando com as alternativas, vemos que o que não condiz com os requisitos da relevância é o que diz na letra “D”:
D) Demonstrar que tanto itens materiais quanto imateriais devem ser considerados.


Gabarito: “D”

Baixe aqui a NBC TG Estrutura Conceitual:

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sábado, 28 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº20 da Prova Branca (nº21 da Prova Verde, nº19 da Prova Amarela e nº20 da Prova Azul) – Princípios e Normas Brasileiras

A definição de moeda funcional é detalhada no Pronunciamento Técnico CPC (02). A entidade deve considerar os seguintes fatores na determinação de sua moeda funcional, EXCETO:

A) O ambiente econômico principal no qual a entidade opera.
B) Se é a que mais influencia os custos para o fornecimento de produtos ou serviços.
C) Que esta determinação pode ser livremente alterada pela Administração da Sociedade.
D) Se é aquela por meio da qual são originados recursos das atividades de financiamento da Sociedade.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?

Para identificar a alternativa que apresente a afirmativa INCORRETA sobre a definição de moeda funcional, de acordo com o CPC.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Utilizaremos o CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis para a fundamentação dessa resolução apenas pelo fato do enunciado da questão ter mencionado este dispositivo. Além disso, vou colocar apenas os trechos que são essenciais para a resolução desta questão e, como sempre, recomendo que leiam esses tópicos na íntegra e aprofundem os estudos sobre este tema.

O CPC apresenta a definição de moeda funcional como sendo “a moeda do ambiente econômico principal do qual a entidade opera”.

Depois disso, o Pronunciamento faz o detalhamento da definição de moeda funcional:

“9. O ambiente econômico principal no qual a entidade opera é normalmente aquele em que principalmente ela gera e despende caixa. A entidade deve considerar os seguintes fatores na determinação de sua moeda funcional:
(a) a moeda:
(i) ...
(ii) ...
(b) a moeda que mais influencia fatores como mão de obra, matéria-prima e outros custos para o fornecimento de bens ou serviços (geralmente é a moeda na qual tais custos estão expressos e são liquidados).”

“10. Os seguintes fatores também podem servir como evidências para determinar a moeda funcional da entidade:
(a) a moeda por meio da qual são originados recursos das atividades de financiamento (exemplo: emissão de títulos de dívida ou ações)
(b) ...”

Além desses dois itens, o CPC apresenta outros fatores que podem ser considerados na determinação da moeda funcional da entidade, mas nenhum deles dispõe que essa determinação pode ser alterada livremente pela Administração da Sociedade.

Portanto, analisando as alternativas apresentadas e relacionado com as disposições do CPC 02, concluímos que todas as alternativas, exceto a “C”, devem ser considerados na determinação da moeda funcional.

Gabarito: “C”

Link para o CPC 02:

Link para a NBC TG 02:

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sexta-feira, 27 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº19 da Prova Branca (nº20 da Prova Verde, nº21 da Prova Amarela e nº21 da Prova Azul) – Contabilidade Geral

Uma empresa agroindustrial que tem o real como moeda funcional importou uma colheitadeira no valor de US$ 10.000,00 (dez mil dólares). Por ocasião do desembaraço aduaneiro, efetuado no dia 30 de abril, foram pagos tributos não recuperáveis no montante de R$ 2.000,00 (dois mil reais). A colheitadeira foi usada ao longo do mês de maio. O pagamento foi acordado para ser efetuado em 30 de junho, ao final da colheita da safra.

As cotações hipotéticas do dólar no período são:

Tendo em vista as informações apresentadas anteriormente bem como o disposto nas Normas Brasileiras de Contabilidade sobre conversão de demonstrações contábeis e ativo imobilizado, é correto afirmar que deverá ser registrado o valor desta colheitadeira em 30 de abril:

A) R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais).
B) R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais).
C) R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais).
D) R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).


Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

O valor do registro do ativo imobilizado em 30 de abril, tendo em vista a conversão da moeda.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Para apuramos o valor da colheitadeira, teremos que converter a moeda, de dólar para real, no dia 30/04.

Em 30/04, o dólar estava valendo R$ 3,30, então:
US$ 10.000,00 x 3,30 = R$ 33.000,00

Entretanto, a empresa ainda teve que pagar mais R$ 2.000,00 de tributos não recuperáveis e que farão parte do custo de aquisição desse ativo imobilizado.

Sendo assim, o valor dessa colheitadeira em 30 de abril será:
R$ 33.000,00 + R$ 2.000,00 = R$ 35.000,00

Gabarito: “B”

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº17 da Prova Branca (nº12 da Prova Verde, nº11 da Prova Amarela e nº18 da Prova Azul) – Contabilidade Geral


A empresa Exemplo Ltda. adquiriu para revenda mercadorias no valor de R$ 10.000,00 em maio de 2017. Os impostos recuperáveis sobre a compra perfazem o total de R$ 1.200,00. Todas as mercadorias foram vendidas no mesmo período, ou seja, em maio de 2017, pelo valor de R$ 22.000,00. Os impostos sobre as vendas de maio foram de R$ 2.600,00. As comissões e fretes sobre as vendas de maio de 2017 foram no valor de R$ 1.000,00. Ao elaborar a Demonstração do Resultado do Período, o Lucro Bruto apresentado é de:

A) R$ 8.400,00.
B) R$ 9.600,00.
C) R$ 10.600,00.
D) R$ 12.000,00.

Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

O valor do Lucro Bruto, de acordo com a Demonstração do Resultado do Período.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Para apuramos o valor do Lucro Bruto, temos que ter em mente a estrutura da Demonstração do Resultado (DRE), o que é umas das necessidades básicas da Contabilidade Geral.

De acordo com a estrutura da DRE (conforme a NBC TG 26), para chegarmos no Lucro Bruto precisamos:
a) da Receita Bruta de Vendas
b) das Deduções da Receita: tributos sobre a venda, abatimentos e devoluções.
c) do custo da mercadoria

Tendo isso em mente, vamos apurar o lucro bruto, com as informações da questão:

a) Receita Bruta de Vendas = R$ 22.000,00
b) Impostos sobre a venda = R$ 2.600,00
c) Custo da Mercadoria = R$ 8.800,00 (valor da compra de 10.000,00 “menos” os impostos recuperáveis de 1.200,00)

Assim, nosso Lucro Bruto será:
Receita Bruta de Vendas   R$ 22.000,00
Impostos sobre a venda     (R$ 2.600,00)
Custo da Mercadoria         (R$ 8.800,00)
Lucro Bruto                     10.600,00

Gabarito: “C”

Dica: estude o Plano de Contas que vem no Anexo III do edital.

Baixe aqui a NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis:

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terça-feira, 24 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº16 da Prova Branca (nº13 da Prova Verde, nº12 da Prova Amarela e nº17 da Prova Azul) – Contabilidade Geral

A empresa Exemplo Ltda. obtém um empréstimo bancário em uma instituição financeira, no valor de R$ 120.000,00, a ser pago em 120 parcelas de R$ 1.000,00. O primeiro pagamento será efetuado no prazo de 30 dias, e os demais seguirão nos meses seguintes. A empresa efetua o registro contábil da operação de empréstimo na data da operação.

Qual o efeito do registro contábil na data da operação?

A) Diminui o Ativo.
B) Mantém inalterado o Ativo.
C) Altera o resultado do Exercício.
D) Mantém inalterado o Patrimônio Líquido da empresa.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?

Para identificar a alternativa que apresente o efeito da operação de empréstimo no Balanço Patrimonial da empresa.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Na data do empréstimo, o lançamento contábil é o seguinte:
D – Banco c/ Movimento (Ativo)
C – Empréstimo Bancário (Passivo)

O valor a débito no Ativo, aumenta o saldo e, da mesma forma, o lançamento a crédito no passivo gera um aumento das obrigações.

A alternativa “A” diz que o Ativo diminui. Como acabamos de analisar, o lançamento a débito no ativo, faz com que ele aumente e, portanto, é FALSA.

A alternativa “B” diz que o Ativo fica inalterado e já sabemos que é FALSA, pois o ativo aumenta.

A alternativa “C” diz que altera o resultado do exercício. Como vimos, na data da operação, os lançamentos são feitos apenas em contas patrimoniais e, por isso, não há como alterar o Resultado do Exercício. Portanto essa alternativa, também, é FALSA.

A alternativa “D” diz que o Patrimônio Líquido da empresa se mantém inalterado. Essa afirmação é VERDADEIRA, pois os lançamentos envolvem apenas contas de Ativo e Passivo.

Gabarito: “D”

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segunda-feira, 23 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº15 da Prova Branca (nº16 da Prova Verde, nº13 da Prova Amarela e nº10 da Prova Azul) – Contabilidade Geral

A Companhia Alfa realizou a venda de produtos para sua controladora por R$ 600.000,00, gerando um custo de venda de R$ 530.000,00. No final do exercício, remanescia no estoque da controladora 50% das mercadorias adquiridas da controlada. O valor do ajuste referente ao lucro não realizado, para fins de cálculo da equivalência patrimonial, é de:

A) R$ 17.500,00.
B) R$ 32.500,00.
C) R$ 35.000,00.
D) R$ 265.000,00.


Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

O valor do ajuste referente ao lucro não realizado, para fins de cálculo da equivalência patrimonial.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Bom, temos que ter em mente que, para fins de cálculo da equivalência patrimonial, é necessário eliminar o "lucro não realizado" entre as companhias que ficou embutido nos estoques de produtos.

Se a empresa vendeu para a sua controladora produtos por R$ 600.000,00 que lhe custaram R$ 530.000,00, logo, o lucro que ela teve foi de R$ 70.000,00, ou seja:

Receita         R$ 600.000,00
Custo            (R$ 530.000,00)
Lucro =         R$ 70.000,00

Isso significa que, quando a controladora comprou os produtos e deu entrada em seus estoques por R$ 600.000,00, teve um inchaço de “R$ 70.000,00” de lucro aí nessa operação.

Se, posteriormente, 50% desses produtos foram vendidos, significa que 50% desse lucro “entre as empresas” foi repassado para terceiros.

Mas, se ainda resta 50% desses produtos presos nos estoques, significa que ainda há um “lucro não realizado” embutido lá e que será necessário ajustar para fins de cálculo da equivalência patrimonial.

Com isso, o “lucro não realizado” que está embutido nos estoques da controladora será:
R$ 70.000,00 x 50% = R$ 35.000,00

Gabarito: “C”

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sábado, 21 de julho de 2018

CRC 01/2018 – Questão nº14 da Prova Branca (nº11 da Prova Verde, nº10 da Prova Amarela e nº12 da Prova Azul) – Contabilidade Geral

Uma prestadora de serviços de consultoria obteve no exercício de 2016 um prejuízo fiscal acumulado no seu LALUR no valor de R$ 250.000. No exercício de 2017, a empresa apresentou na Demonstração de Resultado um lucro de R$ 450.000, assim distribuídos:

Considerando as informações anteriores, qual seria o valor do imposto de renda anual a pagar?

A) R$ 90.000,00.
B) R$ 126.000,00.
C) R$ 127.500,00.
D) R$ 169.750,00.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?

Para identificar a alternativa que apresente o valor do IRPJ anual a pagar.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Essa questão envolve muitos detalhes que precisam ser observados. O primeiro deles é saber que a apuração do imposto de renda possui tratativas diferentes para empresas que fazem apuração mensal, trimestral e anual.

O enunciado do exercício menciona que a apuração do imposto é anual, e por isso, vamos fazer toda a fundamentação buscando detalhar apenas esta forma de tributação.

Recomendo que aprofundem os estudos buscando informações sobre as regras de tributação para empresas que fazem apuração mensal e trimestral.

Vamos começar entendendo como funciona a apuração Imposto de Renda.

A Instrução Normativa SRF Nº 11 de 1996 dispõe sobre a apuração do imposto de renda sobre o lucro das pessoas jurídicas.

A seção V é que trata da Tributação com base no Lucro Real.

“Art. 18. O imposto será calculado mediante a aplicação da alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro real, sem prejuízo da incidência do adicional previsto no art. 37.
§ 1º A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido com observância das leis comerciais.
§ 2º Considera-se lucro real o lucro líquido do período-base, ajustado pelas adições prescitas e pelas exclusões ou compensações autorizadas pela legislação do imposto de renda.”

“Art. 37. A parcela do lucro real, presumido ou arbitrado, apurado anualmente, que exceder a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais), sujeita-se à incidência de adicional de imposto de renda à alíquota de dez por cento.
§ 1º O limite previsto neste artigo será igual a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) multiplicado pelo número de meses do período de apuração, quando este for inferior a doze meses.”

Então já sabemos que sobre o Lucro Líquido, devemos calcular o IRPJ à alíquota de 15% e observar que se o lucro ultrapassar R$ 240.000,00, sobre o valor excedente deve incidir mais 10%.

Outros detalhes importantes que devemos ficar atentos é no que diz respeito à compensação de Prejuízos Fiscais e nas Adições e Exclusões ao Lucro Líquido.

“Art. 35. Para fins de determinação do lucro real, o lucro líquido, depois de ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda, poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais em até, no máximo, trinta por cento.
§ 1º Os prejuízos fiscais são compensáveis na forma deste artigo, independentemente do prazo previsto na legislação vigente à época de sua apuração.”

A Instrução Normativa RFB Nº 1700 de 2017 dispõe sobre a determinação e o pagamento do imposto sobre a renda e disciplina o tratamento tributário de dos itens que podem ser adicionados ou excluídos no Lucro Líquido.

Tudo começa na DRE, onde será apurado o Lucro Líquido do Exercício.

A partir desse ponto, deverão ser feitos os ajustes de adições e exclusões ao lucro líquido. Isso irá gerar o valor do Lucro Líquido Ajustado.

Depois disso, caso haja prejuízos fiscais de períodos anteriores, estes poderão ser compensados no montante equivalente a 30% do Lucro Líquido Ajustado. E isso irá gerar a base de cálculo para o imposto de renda.

Somente após feitos todos esses passos, é que iremos aplicar as alíquotas de 15% e verificar se também haverá a incidência dos 10% de IR adicionais.

Agora vamos aplicar tudo isso no exercício. \o/

Começamos com um Lucro Líquido do Exercício de R$ 450.000,00 que o enunciado já nos forneceu.

Observamos a tabela apresentada para verificar se há itens que devemos fazer as adições ou exclusões ao Lucro Líquido e de acordo com a legislação o ajuste contábil por aumento ou redução no valor de patrimônio líquido do investimento, não será computado na determinação do lucro real, ou seja, se o resultado da equivalência for negativo (Despesa), não será aceito como dedutível do Imposto de Renda, devendo ser adicionado na Parte A do LALUR, e se, ao contrário, o resultado da equivalência for positivo (Receita), não será considerado como receita tributável, devendo em relação a este valor excluir na Parte A do LALUR para efeito de base de cálculo do Imposto de Renda.

A legislação também determina que as perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas, para determinação do lucro real e do resultado ajustado.

Seguindo essas normativas, o lucro líquido apresentado pelo enunciado ficará da seguinte forma:

Lucro Líquido
R$ 450.000,00
(+) PECLD
R$ 900.000,00
(-) Result. Equivalência Patr.
(R$ 500.000,00)
(=) Lucro Líquido Ajustado
R$ 850.000,00

Agora que temos o valor do Lucro Real, vamos aplicar os 30% sobre este valor para saber quanto podemos compensar do Prejuízo Fiscal Acumulado

R$ 850.000,00 * 30% = R$ 255.000,00

Esse é o valor máximo que pode ser compensado de prejuízos fiscais. Como o enunciado nos informa que o valor dos prejuízos somam R$ 250.000,00, significa que poderemos compensar todo o valor, e então teremos o seguinte:

R$ 850.000,00 – R$ 250.000,00 = R$ 600.000,00

Esse será o valor que utilizaremos como base de cálculo para o IRPJ. Como o valor total ultrapassa os R$ 240.000,00 anuais, sabemos que além dos 15%, deveremos aplicar o adicional de 10% sobre o valor excedente. Então teremos:

Cálculo dos 15%:
R$ 600.000,00 * 15% = R$ 90.000,00

Cálculo do Adicional de 10%:
R$ 600.000,00 – R$ 240.000,00 = R$ 360.000,00
R$ 360.000,00 * 10% = R$ 36.000,00

IRPJ a pagar:
R$ 90.000,00 + R$ 36.000,00 = R$ 126.000,00

Esse é o valor do IRPJ anual a pagar pela empresa.

Gabarito: “B”

Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99):

IN SRF Nº 11/1996:

IN RFB Nº 1700/2017:

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