quarta-feira, 30 de maio de 2018

Questão 50 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Língua Portuguesa


Leia o texto a seguir, sobre o qual versam as questões 49 e 50.

Maior participação feminina no mercado de trabalho injetaria 382 bilhões de reais na economia
por Dimalice Nunes

Em 2014, os líderes do G20 se comprometeram a reduzir em 25% a diferença nas taxas de participação entre homens e mulheres até 2025. O relatório da OIT estima que, se esse objetivo fosse alcançado em nível global, ele teria o potencial de adicionar 5,8 trilhões de dólares à economia de todo o mundo, além de gerar grandes receitas fiscais em potencial.
Por exemplo, a receita global de impostos poderia aumentar em 1,5 trilhão de dólares, a maior parte em países emergentes (990 bilhões de dólares) e desenvolvidos (530 bilhões de dólares). A África do Norte, os Estados Árabes e o Sul da Ásia teriam os maiores benefícios, já que nessas regiões as diferenças nas taxas de participação entre homens e mulheres superam os 50 pontos percentuais.
De acordo com a OIT, a desigualdade de gênero continua a ser um dos desafios mais urgentes que o mundo do trabalho enfrenta. As mulheres são substancialmente menos propensas do que os homens a participar do mercado de trabalho e, uma vez no mercado de trabalho, elas têm menor probabilidade do que os homens de encontrar emprego, afirma o relatório. Além disso, a qualidade desse emprego ainda preocupa.

Desemprego maior para elas
Quando as mulheres participam do mercado de trabalho, elas têm maior probabilidade de estarem desempregadas do que os homens. Globalmente, a taxa de desemprego para as mulheres em 2017 é de 6,2%, representando uma diferença de 0,7 ponto percentual com relação à taxa de desemprego dos homens, de 5,5%.
No Brasil, entre 2012 e 2016, com a retração econômica, o índice de desemprego medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 7,9% para 12% – 13,6% na medida mais recente – enquanto a taxa de ocupação da população caiu de 56,3% em 2012 para 54% em 2016. Entre as mulheres o desemprego no fim de 2016 era de 13,8% enquanto atingiu 10,7% para os homens. Em 2018, a OIT espera que as taxas de desemprego permaneçam relativamente inalteradas, o que manterá a desigualdade no atual patamar, sem nenhuma melhora
esperada antes de 2021, com base nas tendências atuais.
Entre as mulheres empregadas em todo o mundo, quase 15% são trabalhadoras familiares não remuneradas, em comparação com mais de 5% dos homens. Nos países em desenvolvimento, onde cerca de 36,6% das mulheres e apenas 17,2% dos homens são empregados como trabalhadores familiares não remunerados, a diferença é maior, de 19 pontos percentuais.

Mudança cultural
A preferência e a decisão da mulher de participar no mercado de trabalho e seu acesso a empregos de qualidade podem ser afetados por uma série de fatores, incluindo discriminação, educação, tarefas de cuidado não remuneradas, equilíbrio entre trabalho e família e estado civil.
A conformidade do papel de gênero também afeta a restrição das oportunidades de trabalho decente para as mulheres. O relatório mostra que 20% dos homens e 14% das mulheres pensam que não é aceitável para uma mulher trabalhar fora de casa.
Além dos benefícios econômicos, um maior engajamento feminino na força de trabalho teria um impacto positivo no seu bem-estar, já que a maioria das mulheres gostaria de trabalhar, 58%.
O relatório recomenda medidas abrangentes para melhorar a igualdade das condições de trabalho e reformular os papéis de gênero, como promover a igualdade de remuneração; abordar as causas da segregação ocupacional e setorial; reconhecer, reduzir e redistribuir as tarefas de cuidado não remuneradas; e transformar as instituições para prevenir e eliminar a discriminação, a violência e o assédio no mundo do trabalho.
Políticas públicas são essenciais para amparar a entrada e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, mas as empresas podem e devem ser agentes de mudança cultural. A startup ImpulsoBeta se propõe a criar estratégias e colocar em prática ações para promover a diversidade de gênero dentro das empresas.
A sócia-fundadora da empresa, Renata Moraes, explica que, mesmo entre as grandes empresas, poucas têm de fato estratégias de recursos humanos para a valorização do capital humano. “Os princípios teóricos já estão estabelecidos, há diretrizes da ONU Mulheres. O desafio é convencer os CEOs de que isso (a inclusão e retenção de mulheres) é um valor para o negócio", afirma.
Renata explica que existem crenças profundamente arraigadas nas empresas, como a de que mulheres serão menos comprometidas que os homens em determinadas fases da vida, como quando têm filhos. "A cultura do trabalho não é a cultura da diversidade. Ainda se vê valor na disponibilidade 24 por 7, mas homens mais jovens também não estão mais dispostos a isso", lembra. "As empresas se dizem meritocráticas, mas não observam de fato os resultados. A definição do que é talento e comprometimento replicam ideais que são contraditórios", conclui.
A OIT prevê que essas taxas permanecerão inalteradas em 2018. No Brasil, mulheres são 56% da força de trabalho, índice melhor que a média global, mas ainda assim 22,1 pontos percentuais menor que a masculina, estimada em 78,2%.

Dimalice Nunes in Revista Carta Capital, — publicado 26/06/2017 00h16, última modificação 23/06/2017 17h2,
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/maior-participacao-feminina-no-mercado-de-trabalho-injetaria-382-bilhoes-de-reais-na-economia (texto adaptado)

QUESTÃO 50:

“A diminuição das diferenças de gênero no mercado de trabalho poderia aumentar o PIB brasileiro em 3,3%, ou 382 bilhões de reais, e acrescentar 131 bilhões de reais às receitas tributárias. Para isso, seria necessário o Brasil reduzir em 25% a desigualdade na taxa de presença das mulheres no mundo do trabalho até 2025, compromisso já assumido pelos países que compõem o G20. "Os dados fazem parte do estudo Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências para Mulheres 2017, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em números absolutos, se a participação feminina crescesse 5,5 pontos percentuais, o mercado de trabalho brasileiro ganharia uma mão de obra de 5,1 milhões de mulheres. Ainda segundo os dados da OIT, a taxa de participação na força de trabalho global para as mulheres em 2017 é de pouco mais de 49%, 27 pontos percentuais menor do que a taxa para os homens (76%).”

Quanto à coesão textual do trecho em destaque, está CORRETA a alternativa:

a) “Ainda segundo os dados da OIT” é expressão com intenção persuasiva, cujo efeito é o de crítica ao predomínio do homem no mercado de trabalho, 51% maior que a participação feminina.
b) Em “Os dados fazem parte do estudo...”, o termo “os dados” retoma a expressão “... estudo Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências para Mulheres 2017”.
c) Em “se a participação feminina crescesse 5,5 pontos percentuais”, encontra-se a ideia de causa, de motivação para o aumento da mão de obra brasileira, que passaria a contar com 5,1milhões de mulheres.
d) “Para isso” conecta a segunda frase à primeira, indiciando condições para que a diminuição das diferenças de gênero no mercado de trabalho contribua para aumento do PIB e acréscimo de valores às receitas tributárias.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Identificar a alternativa que apresente a afirmativa correta quanto à coesão do trecho em destaque.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
As questões de Língua Portuguesa, nas últimas provas, têm sido voltadas à interpretação textual. Dessa forma, vamos analisar as alternativas apresentadas.

O trecho “Ainda segundo os dados da OIT”, diferentemente do que a alternativa “A” sugere, não está criticando a participação do homem no mercado de trabalho, mas apenas informando a fonte das quais as informações foram retiradas. INCORRETA.

O termo “os dados” em “Os dados fazem parte do estudo...” está conectando todas as informações que foram expostas até então com o estudo que gerou tais informações. INCORRETA.

Em “se a participação feminina crescesse 5,5 pontos percentuais”, na verdade encontra-se a ideia de consequência, onde a mão de obra feminina passaria a contar com 5,1 milhões de mulheres. INCORRETA.

“Para isso” está, de fato, conectado a segunda frase à primeira. É o que se chama de coesão sequencial e é utilizado para dar sequência ao texto, ordenando os fatos no tempo do texto. CORRETA.

Gabarito: “D”

Resolução em vídeo elaborada pela Prof.ª Yasmin:
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Questão 49 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Língua Portuguesa

Leia o texto a seguir, sobre o qual versam as questões 49 e 50.

Maior participação feminina no mercado de trabalho injetaria 382 bilhões de reais na economia
por Dimalice Nunes

Em 2014, os líderes do G20 se comprometeram a reduzir em 25% a diferença nas taxas de participação entre homens e mulheres até 2025. O relatório da OIT estima que, se esse objetivo fosse alcançado em nível global, ele teria o potencial de adicionar 5,8 trilhões de dólares à economia de todo o mundo, além de gerar grandes receitas fiscais em potencial.
Por exemplo, a receita global de impostos poderia aumentar em 1,5 trilhão de dólares, a maior parte em países emergentes (990 bilhões de dólares) e desenvolvidos (530 bilhões de dólares). A África do Norte, os Estados Árabes e o Sul da Ásia teriam os maiores benefícios, já que nessas regiões as diferenças nas taxas de participação entre homens e mulheres superam os 50 pontos percentuais.
De acordo com a OIT, a desigualdade de gênero continua a ser um dos desafios mais urgentes que o mundo do trabalho enfrenta. As mulheres são substancialmente menos propensas do que os homens a participar do mercado de trabalho e, uma vez no mercado de trabalho, elas têm menor probabilidade do que os homens de encontrar emprego, afirma o relatório. Além disso, a qualidade desse emprego ainda preocupa.

Desemprego maior para elas
Quando as mulheres participam do mercado de trabalho, elas têm maior probabilidade de estarem desempregadas do que os homens. Globalmente, a taxa de desemprego para as mulheres em 2017 é de 6,2%, representando uma diferença de 0,7 ponto percentual com relação à taxa de desemprego dos homens, de 5,5%.
No Brasil, entre 2012 e 2016, com a retração econômica, o índice de desemprego medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 7,9% para 12% – 13,6% na medida mais recente – enquanto a taxa de ocupação da população caiu de 56,3% em 2012 para 54% em 2016. Entre as mulheres o desemprego no fim de 2016 era de 13,8% enquanto atingiu 10,7% para os homens. Em 2018, a OIT espera que as taxas de desemprego permaneçam relativamente inalteradas, o que manterá a desigualdade no atual patamar, sem nenhuma melhora
esperada antes de 2021, com base nas tendências atuais.
Entre as mulheres empregadas em todo o mundo, quase 15% são trabalhadoras familiares não remuneradas, em comparação com mais de 5% dos homens. Nos países em desenvolvimento, onde cerca de 36,6% das mulheres e apenas 17,2% dos homens são empregados como trabalhadores familiares não remunerados, a diferença é maior, de 19 pontos percentuais.

Mudança cultural
A preferência e a decisão da mulher de participar no mercado de trabalho e seu acesso a empregos de qualidade podem ser afetados por uma série de fatores, incluindo discriminação, educação, tarefas de cuidado não remuneradas, equilíbrio entre trabalho e família e estado civil.
A conformidade do papel de gênero também afeta a restrição das oportunidades de trabalho decente para as mulheres. O relatório mostra que 20% dos homens e 14% das mulheres pensam que não é aceitável para uma mulher trabalhar fora de casa.
Além dos benefícios econômicos, um maior engajamento feminino na força de trabalho teria um impacto positivo no seu bem-estar, já que a maioria das mulheres gostaria de trabalhar, 58%.
O relatório recomenda medidas abrangentes para melhorar a igualdade das condições de trabalho e reformular os papéis de gênero, como promover a igualdade de remuneração; abordar as causas da segregação ocupacional e setorial; reconhecer, reduzir e redistribuir as tarefas de cuidado não remuneradas; e transformar as instituições para prevenir e eliminar a discriminação, a violência e o assédio no mundo do trabalho.
Políticas públicas são essenciais para amparar a entrada e a permanência das mulheres no mercado de trabalho, mas as empresas podem e devem ser agentes de mudança cultural. A startup ImpulsoBeta se propõe a criar estratégias e colocar em prática ações para promover a diversidade de gênero dentro das empresas.
A sócia-fundadora da empresa, Renata Moraes, explica que, mesmo entre as grandes empresas, poucas têm de fato estratégias de recursos humanos para a valorização do capital humano. “Os princípios teóricos já estão estabelecidos, há diretrizes da ONU Mulheres. O desafio é convencer os CEOs de que isso (a inclusão e retenção de mulheres) é um valor para o negócio", afirma.
Renata explica que existem crenças profundamente arraigadas nas empresas, como a de que mulheres serão menos comprometidas que os homens em determinadas fases da vida, como quando têm filhos. "A cultura do trabalho não é a cultura da diversidade. Ainda se vê valor na disponibilidade 24 por 7, mas homens mais jovens também não estão mais dispostos a isso", lembra. "As empresas se dizem meritocráticas, mas não observam de fato os resultados. A definição do que é talento e comprometimento replicam ideais que são contraditórios", conclui.
A OIT prevê que essas taxas permanecerão inalteradas em 2018. No Brasil, mulheres são 56% da força de trabalho, índice melhor que a média global, mas ainda assim 22,1 pontos percentuais menor que a masculina, estimada em 78,2%.

Dimalice Nunes in Revista Carta Capital, — publicado 26/06/2017 00h16, última modificação 23/06/2017 17h2,
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/maior-participacao-feminina-no-mercado-de-trabalho-injetaria-382-bilhoes-de-reais-na-economia (texto adaptado)

QUESTÃO 49:

Segundo Luiz Carlos Travaglia, Professor de Língua Portuguesa e Linguística e pesquisador do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia, o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, essas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo.

Sobre o texto em estudo, está CORRETA a afirmativa:

a) Trata-se de um texto cuja intenção é informar sobre a participação das mulheres no mercado global de trabalho e, para isso, usa predominantemente a denotação.
b) Publicado em uma revista semanal jornalística, suporte com predominância de notícias e reportagens, apresenta número significativo de metáforas, o que deixa o texto mais acessível ao leitor.
c) Com predomínio da linguagem informal, o texto garante, pela coloquialidade, o alcance de seu público alvo, interessado em atualidades e exigente pouco afeito a linguagens rebuscadas.
d) Apresenta-se predominantemente expositivo, o que se garante pelo tom opinativo acerca dos dados apresentados, promovendo a qualidade do trabalho feminino em favor do crescimento global.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Identificar a alternativa que apresente a afirmativa correta sobre o texto apresentado.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
As questões de Língua Portuguesa, nas últimas provas, têm sido voltadas à interpretação textual. Dessa forma, vamos analisar as alternativas apresentadas.

A alternativa “A” menciona o conceito de denotação, que é quando a linguagem está sendo utilizada em seu sentido literal. Esse gênero textual é comumente encontrado em reportagens e editoriais pois, possuem o objetivo de informar e orientar o leitor a respeito de um determinado assunto.

Verificando a forma com que o texto foi escrito, é possível identificar que a alternativa “A” é a CORRETA.

A alternativa “B” afirma que o texto possui um número significativo de metáforas.

Metáforas são figuras de linguagem, como quando alguém diz: “Aquele rapaz é um gato”. Nesse caso, o locutor não está afirmando que o homem é, na verdade, um felino. Mas provavelmente possui características que poderiam ser comparadas ao animal, e por isso utiliza essa figura de linguagem para descrevê-lo.

O texto não apresenta metáforas, pois apenas refere-se a fatos e apresenta dados de pesquisas. Por isso, a alternativa “B” é FALSA.

A alternativa “C” afirma que o texto utiliza a linguagem informal. A linguagem coloquial é mais comum na fala. Mesmo assim é possível encontrá-la em textos nos quais o uso da norma culta possa ser dispensado.

Utilizamos muito a linguagem informal coloquial nas mensagens de texto que enviamos para nossos amigos e familiares no whatsapp. Muitas vezes com gírias e abreviações.

O texto apresentado está longe de ser informal, por isso a alternativa “C” também é FALSA.

A alternativa “D” afirma que a autora utiliza tom opinativo e promove a qualidade do trabalho feminino em favor do crescimento global.

O texto, em nenhum momento, afirma que as mulheres são melhores, ou trabalham mais, ou possuem qualquer tipo de qualidade superiores aos homens. O que a autora expõe é que existe uma diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho e que essa diferença é causada pelo histórico de discriminação e tradição em se ter por certo que a mão de obra masculina pode gerar mais retorno que a feminina.

Ela argumenta apresentando dados para promover uma mudança no comportamento cultural a ponto de se perceber que a mulher é tão capaz quanto o homem para desempenhar o seu papel profissional. Por isso, a alternativa “D” também é FALSA.

Gabarito: “A”

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Questão 48 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Perícia Contábil

Considerando-se o que estabelece a NBC TP 01 – PERÍCIA CONTÁBIL, é CORRETO afirmar que:

a) Em relação à execução da perícia contábil, o perito-assistente não pode, em nenhuma hipótese, manter contato com o advogado da parte que o contratou.
b) Os peritos não são obrigados a consignar as suas conclusões no final do laudo pericial contábil ou do parecer técnico-contábil, visto que em várias situações o laudo pode ser inconclusivo.
c) Quando se tratar de laudo pericial contábil, assinado em conjunto pelos peritos, a responsabilidade caberá apenas ao perito assistente.
d) Termo de diligência é o instrumento por meio do qual o perito solicita documentos, coisas, dados e informações necessárias à elaboração do laudo pericial contábil e do parecer técnico-contábil.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Identificar a alternativa que apresente a afirmativa correta de acordo com a NBC TP 01.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Para responder essa questão é necessário que se tenha conhecimento sobre a forma de atuação do perito, seus limites e competências. Logo, é necessário também, que se tenha conhecimento sobre as disposições da NBC TP 01, que estabelece as regras e procedimentos que devem ser observados pelo perito.

Vou correlacionar as afirmativas apresentadas no enunciado da questão com o texto original da Norma para identificarmos a alternativa correta.

Novamente, faço a ressalva para que leiam a NBC TP 01 na íntegra para aprofundar o nível de conhecimento. Esta norma é curta e o texto não é complexo.

O item 7 da Norma, estabelece o seguinte:

“7. O perito-assistente pode, logo após sua contratação, manter contato com o advogado da parte que o contratou, requerendo dossiê completo do processo para conhecimento dos fatos e melhor acompanhamento dos atos processuais no que for pertinente à perícia.”

Logo, a alternativa “A” é FALSA.

O item 49 da Norma, estabelece o seguinte:

“49. Os peritos devem consignar, no final do laudo pericial contábil ou do parecer técnico-contábil, de forma clara e precisa, as suas conclusões.”

Portanto, a alternativa “B”, também, é FALSA.

Sobre a assinatura em conjunto, o item 66 da Norma apresenta o seguinte:

“66. Quando se tratar de laudo pericial contábil, assinado em conjunto pelos peritos, há responsabilidade solidária sobre o referido documento.”

E assim, a alternativa “C”, também, é FALSA.

A alternativa “D” é a CORRETA pois, apresenta o mesmo texto da NBC TP 01 sobre o Termo de Diligência, descrito no item 41 da referida norma

Gabarito: “D”

Resolução em vídeo elaborada pela Prof.ª Yasmin:
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Link para a NBC TP 01:

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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Questão 47 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Perícia Contábil

De acordo com a NBC TP 01 – PERÍCIA CONTÁBIL, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. O laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil têm por limite o próprio objeto da perícia deferida ou contratada.
II. A perícia contábil é de competência exclusiva de contador em situação regular perante o Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição.
III. Os procedimentos periciais contábeis visam a fundamentar o laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.

A sequência CORRETA é:

a) V, V, V.
b) V, F, F.
c) F, V, V.
d) F, F, F.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Julgar os itens apresentados como verdadeiros ou falsos e depois identificar a alternativa que apresente a alternativa com a sequência correta.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Para responder essa questão é necessário que se tenha conhecimento sobre a forma de atuação do perito, seus limites e competências. Logo, é necessário também, que se tenha conhecimento sobre as disposições da NBC TP 01, que estabelece as regras e procedimentos que devem ser observados pelo perito.

Os itens apresentados pelo enunciado do exercício estão relacionados a Conceitos e Procedimentos descritos na Norma.

Para a resolução desta questão, vou apenas transcrever os itens que são relevantes, mas sugiro que façam a leitura na íntegra para aprofundamento dos conhecimentos.

“3. O laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil têm por limite o próprio objeto da perícia deferida ou contratada.”

“4. A perícia contábil é de competência exclusiva de contador em situação regular perante o Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição.”

“16. Os procedimentos periciais contábeis visam fundamentar o laudo pericial contábil e o parecer técnico-contábil e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da matéria, exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.”

Verificamos que os itens apresentados pelo enunciado do exercício são transcrições exatas do texto da Norma e, portanto, a alternativa “A” é a CORRETA.

Gabarito: “A”

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Link para a NBC TP 01:

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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Questão 46 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Auditoria Contábil

Ao realizar uma auditoria das Demonstrações Contábeis em uma instituição financeira, o auditor verificou a existência de fraude contra o Sistema Financeiro Nacional, praticada por empregados com funções significativas no Controle Interno.

Considerando-se o que estabelece a NBC TA 240 (R1) – RESPONSABILIDADE DO AUDITOR EM RELAÇÃO A FRAUDE, NO CONTEXTO DA AUDITORIA DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS, assinale a opção CORRETA em relação à comunicação que o auditor deve fazer ao identificar a fraude.

a) O auditor deve comunicar a descoberta da fraude aos responsáveis pela governança apenas, os quais deverão tomar todas as medidas cabíveis para a responsabilização dos fraudadores nos âmbitos administrativo, cível e penal, ficando o auditor, a partir da comunicação, isento de qualquer possibilidade de responsabilização legal.
b) O auditor deve comunicar a descoberta da fraude somente aos fraudadores e aos gestores da empresa, uma vez que essa atitude preserva o princípio do contraditório e da ampla defesa, assegurados constitucionalmente a todos os cidadãos.
c) O auditor deve comunicar a fraude ao Conselho Federal de Contabilidade e discutir com esse órgão a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria necessários para concluir a auditoria.
d) O auditor deve comunicar a fraude às agências reguladoras e de controle, pois, embora o dever profissional do auditor seja o de manter a confidencialidade da informação do cliente, as responsabilidades legais do auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade em situações que possam resultar em danos à sociedade.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Identificar a alternativa que apresente corretamente como o auditor deve fazer a comunicação ao identificar a fraude.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Vou começar dizendo que de acordo com as Normas de Auditoria, a principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança e da administração da empresa.

Os casos que envolvem fraudes são complexos, principalmente no que diz respeito à responsabilidade do auditor em comunicar essa fraude, pois a atuação do auditor vai variar de acordo com a situação em que ele estiver.

Inicialmente, caso o auditor tenha identificado uma fraude, deve comunicar a pessoa de nível apropriado da administração.

Caso os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração, o auditor deve comunicar os responsáveis pela governança.

Nas circunstâncias em que o auditor tiver dúvidas acerca da integridade ou honestidade da administração ou dos responsáveis pela governança, o auditor pode obter assistência jurídica para determinar ações apropriadas.

De acordo com o item A65 da NBC TA 240:

“O dever profissional do auditor de manter a confidencialidade das informações do cliente pode impedir que ele relate a fraude a uma parte fora da entidade cliente. Contudo, a responsabilidade legal do auditor e, em certas circunstâncias, o dever de confidencialidade pode ser passado por cima por estatuto, lei ou tribunais de direito. No Brasil, o auditor de instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de supervisão. Em outros segmentos o auditor também tem dever de relatar distorções nos casos em que a administração e os responsáveis pela governança deixam de adotar ações corretivas.”

A questão apresenta uma situação de fraude em uma instituição financeira praticada por empregados com funções significativas no Controle Interno.

Nesse caso, das opções apresentadas, a que se demonstra mais apropriada para o auditor, considerando as determinações da Norma e a situação apresentada pelo enunciado da questão é a alternativa “D”

Gabarito: “D”

Resolução em vídeo elaborada pela Prof.ª Yasmin:


Baixe a resolução em PDF no link abaixo:

Link para a NBC TA 240:

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terça-feira, 22 de maio de 2018

Questão 45 – CRC 02/2017 – Prova Bacharel – Auditoria Contábil

De acordo com a NBC TA 200 (R1) – OBJETIVOS GERAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE E A CONDUÇÃO DA AUDITORIA EM CONFORMIDADE COM NORMAS DE AUDITORIA, risco de detecção é:

a) o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria.
b) o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.
c) o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.
d) o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

Resolução em texto elaborada pelo Prof. Thiago Chaim:

1º) O que a questão pede?
Identificar a alternativa que apresente corretamente o que é o risco de detecção.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Nessa questão não há muito o que se fazer. É preciso saber como a Norma define e conceitua o risco de detecção.

Essa definição pode ser encontrada no item 13, subitem “e” da NBC TA 200:

“(e) Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.”

Verificamos que o texto da Norma é exatamente igual ao apresentado pela alternativa “C”.

O exame pode exigir dos candidatos o conhecimento de outros conceitos que são apresentados nesta mesma Norma, por isso, sugiro que façam a leitura completa do item 13, assim terão mais familiaridade com os termos e conceitos.

Ao final da questão vou deixar o link de acesso à NBC TA 200 na íntegra.

Gabarito: “C”

Resolução em vídeo elaborada pela Prof.ª Yasmin:


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Link para a NBC TA 200:

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