terça-feira, 9 de maio de 2017

Questão 13 – CRC 01/2017 – Prova Bacharel – Contabilidade Geral

Uma Sociedade Empresária que apura seu tributo sobre o lucro com base no resultado contábil reconheceu despesa com depreciação de um veículo por R$20.000,00, no período, o que repercutiu em seu Balanço Patrimonial da seguinte forma:
A autoridade fiscal dessa jurisdição, todavia, somente autoriza a dedução a título de depreciação, para fins de apuração de tributos, de apenas R$10.000,00 nesse mesmo período. O valor restante poderá ser deduzido em períodos futuros.

Há segurança de existência de débitos fiscais suficientes que permitirão o aproveitamento futuro desse crédito.

Para esse caso hipotético, deve-se considerar, excepcionalmente, que o Imposto de Renda, à alíquota de 25%, sem adicional, seja o único tributo incidente sobre o lucro.

Considerando-se apenas as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 32 (R3) – TRIBUTOS SOBRE O LUCRO, é CORRETO afirmar que essa diferença irá gerar:

a) um ativo fiscal diferido de R$2.500,00.
b) um passivo fiscal diferido de R$2.500,00.
c) um ativo fiscal diferido de R$45.000,00.
d) um passivo fiscal diferido de R$45.000,00.

Passo-a-passo da resolução em texto:

1º) O que a questão pede?
A diferença entre o valor da dedução apresentada no Balanço Patrimonial e o autorizado pela autoridade fiscal.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?
Primeiramente vamos entender como ficaria o valor que seria deduzido do imposto a ser pago utilizado as informações do balanço patrimonial.

Temos que o valor da depreciação acumulada é de R$ 20.000,00 e a alíquota de imposto de renda é de 25%.

20.000 * 25% = 5.000,00

Ou seja, se utilizássemos as informações do balanço, a empresa poderia deduzir do imposto a pagar o valor de 5.000,00. Porém, o enunciado informa que a autoridade fiscal autoriza a dedução a título de depreciação, para fins de apuração de tributos, de apenas R$10.000,00. Então, teríamos o seguinte:

10.000 * 25% = 2.500,00

Significa que durante o exercício a empresa poderá deduzir do imposto a pagar o valor de 2.500,00 e os outros 2.500,00 poderão ser utilizados em períodos futuros.

Em outras palavras a empresa possui o DIREITO (ativo) de fazer essa dedução no futuro, e por isso esse valor deve ser reconhecido como um ativo fiscal diferido.

Gabarito: “A”

Resolução elaborada pelo colaborador Thiago Chaim.

Acesse outras questões resolvidas no link abaixo:

Deus abençoe!
Muito sucesso!
Profª Yasmin

5 comentários:

  1. Os R$ 2500 (Ativo Diferido), fica como um crédito fiscal, mas e o que acontece com os outros R$ 2500?

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    1. os outros 2.500 são usados para deduzir do imposto a pagar

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  2. Thiago, a empresa no caso ja havia efetuado o recolhimento sobre os 180 mil, com a fiscalização a Sociedade, foi obrigada a reiterar o valor passando para 190 mil, sendo assim a empresa teve que gerar uma "guia " no valor de R$ 2.500 e pagar onde em contra partida gerou-se esse Debito no ativo, seria isso levando em consideração o tempo em que foi fechado o balanço e somente depois foi feita a fiscalização?

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    1. Olá Willian, tentei responder sua pergunta abaixo

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  3. Olá Willian. Os 180 mil é o valor contábil do bem. Nós não temos informação da receita da empresa pra sabermos o valor total que ela teria de pagar de impostos, assim como também não temos informação de que o recolhimento já tenha sido feito.
    A informação que temos e que precisamos ficar atentos é que sobre o valor da depreciação do ativo, podemos deduzir uma parte dele do imposto a pagar.

    O que precisamos saber é que a empresa possui o Direito de deduzir do imposto a pagar o montante total de 5 mil, mas como só é permitido deduzir a metade, então 2.500 será deduzido do imposto a pagar deste exercício e o restante ficará como um ativo (por ser um direito) e que será deduzido no futuro.

    Espero ter esclarecido sua dúvida.

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