sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Questão 10 - CRC 02/2016 - Prova de Bacharel – Contabilidade Geral

Uma Sociedade Empresária adquiriu, a prazo, mercadorias para revenda pelo valor total de R$25.000,00. Nesse valor, estão incluídos R$4.250,00 relativos a ICMS Recuperável.

O transporte das mercadorias, no valor de R$2.000,00, foi pago pela empresa vendedora, sem reembolso pela adquirente.

A Sociedade Empresária apura PIS e Cofins pelo Regime de Incidência Não Cumulativo.

Considerando-se o disposto na NBC TG 16 (R1) – Estoques, e que as alíquotas a serem utilizadas para cálculo do valor recuperável de PIS e Cofins no Regime de Incidência Não Cumulativo são, respectivamente, 1,65% e 7,6%, o Custo de Aquisição das mercadorias é de:

a) R$18.437,50.
b) R$18.830,62.
c) R$20.437,50.
d) R$20.830,62.

Passo-a-passo da resolução em texto:

1º) O que a questão pede?
Pede-se o valor do CUSTO DE AQUISIÇÃO DAS MERCADORIAS.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

a) É necessário ter em mente como se calcula o custo de aquisição das mercadorias conforme a NBC TG 16 – Estoques. Lá na norma diz o seguinte:
“O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição.”
Então, temos que analisar as informações da questão, para conseguir verificar o que faz e o que não faz parte do custo de aquisição.

b) Analisando os dados, o Custo de Aquisição ficará o seguinte:


Compra
 25.000,00
ICMS
-  4.250,00
PIS
-     412,50
COFINS
-  1.900,00
Total
 18.437,50

Obs. 01: o valor de R$ 2.000,00 de frete foi pago pela vendedora e não pela compradora, logo, não fará parte do custo de quem está adquirindo. Cuidado com esse tipo de pegadinha!

Obs. 02: Os percentuais do PIS e COFINS são calculados sobre o valor da compra, ou seja, 1,65% e 7,6% sobre os R$ 25.000,00.

Obs. 03: Acesse e leia a NBC TG 16 - Estoques na íntegra, clicando no link: NBC TG 16.

Gabarito: “A”

Acesse outras questões resolvidas no link abaixo:

Deus abençoe!
Muito sucesso!
Profª Yasmin

3 comentários:

  1. Boa noite, tenho duvidas em relação ao Pis/Cofins no Regime de Incidência Não Cumulativo e no acumulativo. Qual a diferença?

    ResponderExcluir
  2. 1) Regime de Incidência Cumulativa

    A base de cálculo é a receita operacional bruta da pessoa jurídica, sem deduções em relação a custos, despesas e encargos. Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS são, respectivamente, de 0,65% e de 3%.

    As pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no Lucro Presumido ou arbitrado estão sujeitas à incidência cumulativa.

    As pessoas jurídicas, ainda que sujeitas á incidência não cumulativa, submetem à incidência cumulativa as receitas elencadas no artigo 10, da Lei 10.833/2003.

    2) Regime de Incidência Não Cumulativa

    Os regimes de incidência da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS foram instituídos em dezembro de 2002 e fevereiro de 2004, respectivamente. O diploma legal da Contribuição para o PIS/PASEP não cumulativa é a Lei 10.637/2002, e o da COFINS a Lei 10.833/2003.

    Neste regime é permitido o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica. Nesse regime, as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS são, respectivamente, de 1,65% e de 7,6%.

    As pessoas jurídicas de direito privado, e as que lhe são equiparadas pela legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no Lucro Real estão sujeitas à incidência não cumulativa, exceto: as instituições financeiras, as cooperativas de crédito, as pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros, as operadoras de planos de assistência à saúde, as empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores de que trata a Lei 7.102/1983, e as sociedades cooperativas (exceto as sociedades cooperativas de produção agropecuária e as sociedades cooperativas de consumo).

    ResponderExcluir
  3. Não cumulativo: pode recuperar
    Cumulativo: NÃO pode recuperar

    :)

    ResponderExcluir