sábado, 21 de março de 2015

Estratégias e Dicas para fazer o Exame de Suficiência do CRC

Olá meus queridos!

Hoje o vídeo é mais que especial, pois reuni “Estratégias e Dicas” para se fazer antes, durante e após o Exame de Suficiência. Mostro a minha metodologia pessoal para fazer provas, ou seja, como eu faço provas!  =)

Fiz com muito carinho e espero que gostem!

Vejam o vídeo:

Essa maneira que explico de como faço prova, classificando as questões em 1, 2 ou 3, deve ser feita de forma "rápida" para que não se perca muito tempo (menos de 10 minutos de preferência). Eu penso que é o tempo de "planejamento" para depois partir para a "execução", e para mim super funciona...porém, funciona para quem já tem agilidade na resolução de provas. Se você não tiver tanta agilidade e ver que vai demorar muito para fazer isso, então sugiro que quando você for classificando, você já responda as questões de grau "1" logo de cara, aí depois de finalizada a primeira passada, você  volta e responde as de grau "2" e por último as de grau "3".  Beleza?  =)
Adapte as dicas conforme sua necessidade! 


Para baixar os slides desse vídeo, baixe no link:
  
Fiquem com Deus!
Sucesso e vitória no exame!   \o/
Yasmin







sexta-feira, 13 de março de 2015

Questão 47 - CRC 02/2014 - Prova de Técnico

De acordo com a NBC TG 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis, assinale a opção INCORRETA.

a) A menos que a reclassificação seja impraticável, quando a apresentação ou a classificação de itens nas demonstrações contábeis forem modificadas, os montantes apresentados para fins comparativos devem ser reclassificados.
b) A moeda de apresentação e o nível de arredondamento utilizado na apresentação dos valores nas demonstrações contábeis são exemplos de informações requeridas pela NBC TG 26 (R1).
c) As Notas Explicativas são documentos auxiliares e não integram o conjunto completo das demonstrações contábeis.
d) Um passivo mantido essencialmente com a finalidade de ser negociado é classificado como circulante.

Resolução:

Vamos analisar cada questão sob o ponto de vista da NBC TG 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis:

a) A menos que a reclassificação seja impraticável, quando a apresentação ou a classificação de itens nas demonstrações contábeis forem modificadas, os montantes apresentados para fins comparativos devem ser reclassificados.
Está CORRETA, pois lá no item 41 da NBC TG 26 diz o seguinte:
41. Quando a apresentação ou a classificação de itens nas demonstrações contábeis forem modificadas, os montantes apresentados para fins comparativos devem ser reclassificados, a menos que a reclassificação seja impraticável. Quando os montantes apresentados para fins comparativos são reclassificados, a entidade deve divulgar:
(a) a natureza da reclassificação;
(b) o montante de cada item ou classe de itens que foi reclassificado; e
(c) a razão para a reclassificação.”

b) A moeda de apresentação e o nível de arredondamento utilizado na apresentação dos valores nas demonstrações contábeis são exemplos de informações requeridas pela NBC TG 26 (R1).
Está CORRETA, pois lá no item 51 da NBC TG 26 diz o seguinte:
51. Cada demonstração contábil e respectivas notas explicativas devem ser identificadas claramente. Além disso, as seguintes informações devem ser divulgadas de forma destacada e repetida quando necessário para a devida compreensão da informação apresentada:
...
 (d) a moeda de apresentação, tal como definido na NBC TG 02 – Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis; e
(e) o nível de arredondamento usado na apresentação dos valores nas demonstrações contábeis”.

c) As Notas Explicativas são documentos auxiliares e não integram o conjunto completo das demonstrações contábeis.
Está INCORRETA, pois no item 10 da NBC TG 26 que trata sobre o conjunto completo das demonstrações contábeis, diz o seguinte:
Conjunto completo de demonstrações contábeis
10. O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:
(a) balanço patrimonial ao final do período;
(b) demonstração do resultado do período;
(ba) demonstração do resultado abrangente do período;
(c) demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;
(d) demonstração dos fluxos de caixa do período;
(da) demonstração do valor adicionado do período, conforme NBC TG 09 – Demonstração do Valor Adicionado, se exigido legalmente ou por algum órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;
(e) notas explicativas, compreendendo um resumo das políticas contábeis significativas e outras informações explanatórias;.....”

d) Um passivo mantido essencialmente com a finalidade de ser negociado é classificado como circulante.
Está CORRETA, pois lá no item 51 da NBC TG 26 diz o seguinte:
“Passivo circulante
69. O passivo deve ser classificado como circulante quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios:
(a) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade;
(b) está mantido essencialmente para a finalidade de ser negociado;
(c) deve ser liquidado no período de até doze meses após a data do balanço; ou
(d) a entidade não tem direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço (ver item 73). Os termos de um passivo que podem, à opção da contraparte, resultar na sua liquidação por meio da emissão de instrumentos patrimoniais não devem afetar a sua classificação. 
Todos os outros passivos devem ser classificados como não circulantes.”

Sendo assim, a alternativa que está INCORRETA e que é a correta no gabarito é a letra “C”!
Cuidado com os trocadilhos entre correta e incorreta viu...rsrsrs ;-)

Para quem ainda não tem a NBC TG 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Sucesso!

Yasmin

quarta-feira, 11 de março de 2015

Questão 42 - CRC 02/2014 - Prova de Bacharel

De acordo com a NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. No reconhecimento inicial, a propriedade para investimento deve ser mensurada pelo seu custo, que inclui os custos de transação.
II. As propriedades para investimento avaliadas pelo método do custo e não classificadas como mantidas para a venda estão sujeitas a cálculo e registro contábil de Depreciação Acumulada, de acordo com os requisitos da NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado.
III. Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela poderá passar a mensurar tal propriedade pelo método do custo, caso os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.

A sequência CORRETA é:
a) F, F, V.
b) F, V, F.
c) V, F, V.
d) V, V, F.

Resolução:

Pessoal, aqui vamos ter que analisar item por item. Vamos Lá!

I. No reconhecimento inicial, a propriedade para investimento deve ser mensurada pelo seu custo, que inclui os custos de transação.
Resposta: Item Correto!
Motivo: Lá na NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, lá no item 20, diz o seguinte:
Mensuração no reconhecimento
20.        A propriedade para investimento deve ser inicialmente mensurada pelo seu custo. Os custos de transação devem ser incluídos na mensuração inicial.
21.        O custo de uma propriedade para investimento comprada compreende o seu preço de compra e qualquer dispêndio diretamente atribuível. Os dispêndios diretamente atribuíveis incluem, por exemplo, as remunerações profissionais de serviços legais, impostos de transferência de propriedade e outros custos de transação”.


II. As propriedades para investimento avaliadas pelo método do custo e não classificadas como mantidas para a venda estão sujeitas a cálculo e registro contábil de Depreciação Acumulada, de acordo com os requisitos da NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado.
Resposta: Item Correto!
Motivo: Lá na NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado, lá no item 55, diz o seguinte:
 “55.     A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de acordo com a NBC TG 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero enquanto não houver produção.”

        Obs: está em uso, logo é depreciado!

III. Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela poderá passar a mensurar tal propriedade pelo método do custo, caso os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.
Resposta: Item Incorreto!
Motivo: Lá na NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, lá no item 55, diz o seguinte:
“55.      Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela deve continuar a mensurar a propriedade pelo valor justo até a alienação (ou até que a propriedade se torne propriedade ocupada pelo proprietário ou a entidade comece a desenvolver a propriedade para subsequente venda no curso ordinário do negócio), mesmo que transações de mercado comparáveis se tornem menos frequentes ou que os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.”

Logo, a resposta correta é a letra “D”!

Para quem ainda não tem a NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento ou a NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Até mais!

Yasmin

Questão 41 - CRC 02/2014 - Prova de Bacharel

De acordo com o que estabelece a NBC TG 16 (R1) Estoques, a respeito do custo dos estoques, é CORRETO afirmar que:

a) o custo de aquisição compreende o preço de compra acrescido dos impostos recuperáveis, descontos e abatimentos.
b) o custo dos estoques pode ser atribuído pelo uso dos critérios Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair PEPS, ou Último a Entrar, Primeiro a Sair UEPS.
c) o custo-padrão ou o método de varejo podem ser usados por conveniência se os resultados se aproximarem do custo real.
d) o total dos custos fixos indiretos de fabricação deve ser atribuído às unidades produzidas. Em nenhum caso, é admitido o registro de tais custos como despesa do período em que foram incorridos.

Resolução:

Pessoal, aqui vamos ter que analisar alternativa por alternativa. Vamos Lá!

a) o custo de aquisição compreende o preço de compra acrescido dos impostos recuperáveis, descontos e abatimentos.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 11, diz o seguinte:
“11.      O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição”.

b) o custo dos estoques pode ser atribuído pelo uso dos critérios Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair PEPS, ou Último a Entrar, Primeiro a Sair UEPS.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 25, diz o seguinte:
“25.      O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração”.
Obs: jamais se utiliza o método UEPS aqui no Brasil,apenas o PEPS e o média ponderada!

c) o custo-padrão ou o método de varejo podem ser usados por conveniência se os resultados se aproximarem do custo real.
Resposta: Correta!!!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 21 e 22, diz o seguinte:
Outras formas para mensuração do custo
21.        Outras formas  para  mensuração do custo de estoque, tais como o custo-padrão ou o método de varejo, podem ser usadas por conveniência se os resultados se aproximarem do custo. O custo-padrão leva em consideração os níveis normais de utilização dos materiais e bens de consumo, da mão-de-obra e da eficiência na utilização da capacidade produtiva. Ele deve ser regularmente revisto à luz das condições correntes. As variações relevantes do custo-padrão em relação ao custo devem ser alocadas nas contas e nos períodos adequados de forma a se ter os estoques de volta a seu custo.
22.        O método de varejo é muitas vezes usado no setor de varejo para mensurar estoques de grande quantidade de itens que mudam rapidamente, itens que têm margens semelhantes e para os quais não é praticável usar outros métodos de custeio. O custo do estoque deve ser determinado pela redução do seu preço de venda na percentagem apropriada da margem bruta. A percentagem usada deve levar em consideração o estoque que tenha tido seu preço de venda reduzido abaixo do preço de venda original. É usada muitas vezes uma percentagem média para cada departamento de varejo.”

d) o total dos custos fixos indiretos de fabricação deve ser atribuído às unidades produzidas. Em nenhum caso, é admitido o registro de tais custos como despesa do período em que foram incorridos.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 13, diz o seguinte:
13.        A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser baseada na capacidade normal de produção. A capacidade normal é a produção média que se espera atingir ao longo de vários períodos em circunstâncias normais; com isso, leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade normal, a parcela da capacidade total não-utilizada por causa de manutenção preventiva, de férias coletivas e de outros eventos semelhantes considerados normais para a entidade. O nível real de produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal. Como consequência, o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado por causa de um baixo volume de produção ou ociosidade. Os custos fixos não alocados aos produtos devem ser reconhecidos diretamente como despesa no período em que são incorridos. Em períodos de anormal alto volume de produção, o montante de custo fixo alocado a cada unidade produzida deve ser diminuído, de maneira que os estoques não são mensurados acima do custo. Os custos indiretos de produção variáveis devem ser alocados a cada unidade produzida com base no uso real dos insumos variáveis de produção, ou seja, na capacidade real utilizada.

Logo, a resposta correta é a letra “C”!

Para quem ainda não tem a NBC TG 16 (R1) Estoques, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Até mais!
Yasmin



Questão 46 - CRC 02/2014 - Prova de Técnico

De acordo com a NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

I. No reconhecimento inicial, a propriedade para investimento deve ser mensurada pelo seu custo, que inclui os custos de transação.
II. As propriedades para investimento avaliadas pelo método do custo e não classificadas como mantidas para a venda estão sujeitas a cálculo e registro contábil de Depreciação Acumulada, de acordo com os requisitos da NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado.
III. Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela poderá passar a mensurar tal propriedade pelo método do custo, caso os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.

A sequência CORRETA é:
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) F, F, V.
d) V, F, V.

Resolução:

Pessoal, aqui vamos ter que analisar item por item. Vamos Lá!

I. No reconhecimento inicial, a propriedade para investimento deve ser mensurada pelo seu custo, que inclui os custos de transação.
Resposta: Item Correto!
Motivo: Lá na NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, lá no item 20, diz o seguinte:
Mensuração no reconhecimento
20.        A propriedade para investimento deve ser inicialmente mensurada pelo seu custo. Os custos de transação devem ser incluídos na mensuração inicial.
21.        O custo de uma propriedade para investimento comprada compreende o seu preço de compra e qualquer dispêndio diretamente atribuível. Os dispêndios diretamente atribuíveis incluem, por exemplo, as remunerações profissionais de serviços legais, impostos de transferência de propriedade e outros custos de transação”.


II. As propriedades para investimento avaliadas pelo método do custo e não classificadas como mantidas para a venda estão sujeitas a cálculo e registro contábil de Depreciação Acumulada, de acordo com os requisitos da NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado.
Resposta: Item Correto!
Motivo: Lá na NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado, lá no item 55, diz o seguinte:
 “55.     A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de acordo com a NBC TG 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero enquanto não houver produção.”

        Obs: está em uso, logo é depreciado!

III. Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela poderá passar a mensurar tal propriedade pelo método do custo, caso os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.
Resposta: Item Incorreto!
Motivo: Lá na NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento, lá no item 55, diz o seguinte:
“55.      Se a entidade tiver previamente mensurado a propriedade para investimento pelo valor justo, ela deve continuar a mensurar a propriedade pelo valor justo até a alienação (ou até que a propriedade se torne propriedade ocupada pelo proprietário ou a entidade comece a desenvolver a propriedade para subsequente venda no curso ordinário do negócio), mesmo que transações de mercado comparáveis se tornem menos frequentes ou que os preços do mercado se tornem menos prontamente disponíveis.”

Logo, a resposta correta é a letra “A”!

Para quem ainda não tem a NBC TG 28 (R1) Propriedade para Investimento ou a NBC TG 27 (R1) Ativo Imobilizado, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Até mais!
Yasmin

Questão 45 - CRC 02/2014 - Prova de Técnico

De acordo com o que estabelece a NBC TG 16 (R1) Estoques, a respeito do custo dos estoques, é CORRETO afirmar que:

a) o custo de aquisição compreende o preço de compra acrescido dos impostos recuperáveis, descontos e abatimentos.
b) o custo dos estoques pode ser atribuído pelo uso dos critérios Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair PEPS, ou Último a Entrar, Primeiro a Sair UEPS.
c) o custo-padrão ou o método de varejo podem ser usados por conveniência se os resultados se aproximarem do custo real.
d) o total dos custos fixos indiretos de fabricação deve ser atribuído às unidades produzidas. Em nenhum caso, é admitido o registro de tais custos como despesa do período em que foram incorridos.

Resolução:

Pessoal, aqui vamos ter que analisar alternativa por alternativa. Vamos Lá!

a) o custo de aquisição compreende o preço de compra acrescido dos impostos recuperáveis, descontos e abatimentos.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 11, diz o seguinte:
“11.      O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis perante o fisco), bem como os custos de transporte, seguro, manuseio e outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Descontos comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição”.

b) o custo dos estoques pode ser atribuído pelo uso dos critérios Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair PEPS, ou Último a Entrar, Primeiro a Sair UEPS.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 25, diz o seguinte:
“25.      O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério primeiro a entrar, primeiro a sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração”.
Obs: jamais se utiliza o método UEPS aqui no Brasil,apenas o PEPS e o média ponderada!

c) o custo-padrão ou o método de varejo podem ser usados por conveniência se os resultados se aproximarem do custo real.
Resposta: Correta!!!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 21 e 22, diz o seguinte:
Outras formas para mensuração do custo
21.        Outras formas  para  mensuração do custo de estoque, tais como o custo-padrão ou o método de varejo, podem ser usadas por conveniência se os resultados se aproximarem do custo. O custo-padrão leva em consideração os níveis normais de utilização dos materiais e bens de consumo, da mão-de-obra e da eficiência na utilização da capacidade produtiva. Ele deve ser regularmente revisto à luz das condições correntes. As variações relevantes do custo-padrão em relação ao custo devem ser alocadas nas contas e nos períodos adequados de forma a se ter os estoques de volta a seu custo.
22.        O método de varejo é muitas vezes usado no setor de varejo para mensurar estoques de grande quantidade de itens que mudam rapidamente, itens que têm margens semelhantes e para os quais não é praticável usar outros métodos de custeio. O custo do estoque deve ser determinado pela redução do seu preço de venda na percentagem apropriada da margem bruta. A percentagem usada deve levar em consideração o estoque que tenha tido seu preço de venda reduzido abaixo do preço de venda original. É usada muitas vezes uma percentagem média para cada departamento de varejo.”

d) o total dos custos fixos indiretos de fabricação deve ser atribuído às unidades produzidas. Em nenhum caso, é admitido o registro de tais custos como despesa do período em que foram incorridos.
Resposta: Incorreta!
Motivo: Lá na NBC TG 16 (R1) Estoques, lá no item 13, diz o seguinte:
13.        A alocação de custos fixos indiretos de fabricação às unidades produzidas deve ser baseada na capacidade normal de produção. A capacidade normal é a produção média que se espera atingir ao longo de vários períodos em circunstâncias normais; com isso, leva-se em consideração, para a determinação dessa capacidade normal, a parcela da capacidade total não-utilizada por causa de manutenção preventiva, de férias coletivas e de outros eventos semelhantes considerados normais para a entidade. O nível real de produção pode ser usado se aproximar-se da capacidade normal. Como consequência, o valor do custo fixo alocado a cada unidade produzida não pode ser aumentado por causa de um baixo volume de produção ou ociosidade. Os custos fixos não alocados aos produtos devem ser reconhecidos diretamente como despesa no período em que são incorridos. Em períodos de anormal alto volume de produção, o montante de custo fixo alocado a cada unidade produzida deve ser diminuído, de maneira que os estoques não são mensurados acima do custo. Os custos indiretos de produção variáveis devem ser alocados a cada unidade produzida com base no uso real dos insumos variáveis de produção, ou seja, na capacidade real utilizada.

Logo, a resposta correta é a letra “C”!

Para quem ainda não tem a NBC TG 16 (R1) Estoques, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Até mais!

Yasmin

terça-feira, 10 de março de 2015

Questão 40 - CRC 02/2014 - Prova de Bacharel

Em janeiro de 2014, uma Sociedade considerada média empresa alterou o modo de uso de alguns bens que integram o ativo imobilizado e, consequentemente, modificou o valor residual e a vida útil desses bens.

De acordo com a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias  Empresas, uma mudança no valor residual, no método de depreciação ou na vida útil de um bem classificado como ativo imobilizado deve ser tratada como:

a) mudança de estimativa contábil: calcula-se a depreciação, utiliza-se o novo valor residual e a vida útil, com base no custo de aquisição ajustado do bem, e procede-se ao ajuste na depreciação no exercício da mudança e em exercícios futuros.
b) mudança de estimativa contábil: calcula-se a depreciação, utiliza-se o novo valor residual e a vida útil, com base no custo de aquisição inicial do bem, e procede-se ao ajuste na depreciação em exercícios anteriores e em exercícios futuros.
c) mudança de política contábil: calcula-se a depreciação, utiliza-se o novo valor residual e a vida útil, com base no custo de aquisição inicial do bem, e procede-se ao ajuste na depreciação em exercícios anteriores.
d) mudança de política contábil: calcula-se a depreciação, utiliza-se o novo valor residual e a vida útil, com base no custo de aquisição ajustado do bem, e procede-se ao ajuste na depreciação em exercícios anteriores.

Resolução:

Pessoal, ao ler o enunciado e as alternativas da questão, percebemos que, primeiramente deve-se saber qual a diferença entre “mudança de estimativa contábil” e “mudança de política contábil”. Você sabe a diferença?

Lá na NBC TG 1000, na Seção 10 diz o seguinte:

“Seção 10
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro
Alcance desta seção
10.1 Esta seção fornece orientação para a seleção e aplicação das políticas (práticas) contábeis usadas na elaboração de demonstrações contábeis.  Cobre, também, mudanças nas estimativas contábeis e correção de erros de demonstrações contábeis relativos a períodos anteriores.  

Seleção e aplicação das políticas contábeis
10.2 As políticas contábeis são princípios específicos, bases, convenções, regras e práticas, aplicados pela entidade na elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. (...)
(...)
Mudança nas estimativas contábeis
10.15 Uma mudança na estimativa contábil é um ajuste do valor contábil de ativo ou passivo, ou do valor do consumo periódico de ativo decorrente da avaliação da posição corrente e esperada dos benefícios futuros e obrigações associadas com ativos e passivos. Alterações nas estimativas contábeis resultam de novas informações ou novos desenvolvimentos e, portanto, não são correção de erros. Quando é difícil diferenciar uma mudança na prática contábil de mudança em estimativa contábil, a mudança é tratada como mudança em estimativa contábil.
10.16 A entidade deve reconhecer o efeito de mudança em estimativa contábil, diferente de mudança à qual se aplica o item 10.17, prospectivamente incluindo-a no resultado no:
(a) exercício da mudança, se a mudança afetar somente esse exercício; ou
(b)      exercício da mudança e exercícios futuros, se a mudança afetar ambos. (...)”

Sendo assim, podemos concluir que:
  • Mudança de Política Contábil: é quando mudamos alguma regra, base ou política para a apresentação das demonstrações contábeis.
  • Mudança de Estimativa Contábil: é quando mudamos alguma forma de calcular algo/alguma operação, resultando em novas informações e com isso impacta em sua contabilização.

E aí, com isso, já descartamos de cara as letras “C” e “D”....ok? Pois a mudança de vida útil e valor residual de um bem e, consequentemente, a alteração no cálculo da depreciação, trata-se de uma “mudança de estimativa contábil”. Certo?

Então, em 1º lugar, já descobrimos que é uma “mudança de estimativa contábil” e com isso nos restam apenas as opções da letra “A” e “B”.

Em 2º lugar, tendo em vista, a partir do momento que geramos uma “nova informação” ou um “novo valor”, não usaremos mais o custo de aquisição inicial do bem e sim custo de aquisição ajustado do bem.

Lá na Seção 17 desta norma, que trata do ativo imobilizado, diz o seguinte:

“Seção 17
Ativo Imobilizado
“(...)
17.19 Fatores como, por exemplo, mudança na maneira como o ativo é utilizado, desgaste e quebra relevante inesperada, progresso tecnológico e mudanças nos preços de mercado podem indicar que o valor residual ou a vida útil do ativo mudou desde a data de divulgação anual mais recente. Se tais indicações estiverem presentes, a entidade deve revisar suas estimavas anteriores e, caso as expectativas atuais divirjam, corrigir o valor residual, o método de depreciação ou a vida útil. A entidade deve contabilizar a mudança no valor residual, no método de depreciação ou na vida útil como mudança de estimativa contábil, em conformidade com os itens 10.15 a 10.18. (....)”

Sendo assim, não há mais o que dizer...apenas que é a letra “A”.  \o/

Para quem ainda não tem a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, baixe no link:

Fiquem com Deus!
Até mais!
Yasmin