segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

CRC 02/2018 – Questão nº50 da Prova Branca (nº49 da Prova Verde, nº50 da Prova Amarela e nº49 da Prova Azul) – Língua Portuguesa


Por que ética?
Por que ética? E o que é a ética? Não poderemos nos contentar com uma representação qualquer ou indeterminada. Da mesma forma, pressupondo uma pré-compreensão completamente indeterminada, desde o início podemos nos perguntar: por que afinal devemos nos ocupar com a ética? […] Entre os jovens intelectuais, antigamente havia interesse mais pelas assim chamadas teorias críticas da sociedade. Ao contrário disto, na ética supõe-se uma reflexão sobre valores reduzida ao individual e ao inter-humano. E teme-se que aqui, contudo não seria possível encontrar nada de obrigatório, a não ser remontando-se a tradições cristãs ou de outras religiões. É o ético, ou então, ao contrário, as relações de poder, que são determinantes na vida social? E estas não determinam, por sua vez, as representações éticas de um tempo? E se isto é assim, ao se pretender lidar diretamente com a ética e não a partir de uma perspectiva de crítica da ideologia, não representaria isto um retorno a uma ingenuidade hoje insustentável?
(TUGENDHAT, Ernest. Lições sobre ética. Petrópolis: Vozes. 1996, p. 11-13. Adaptado.)

No texto anterior, o autor utiliza como estratégia para a construção de seu texto uma sequência de interrogações.
Pode-se afirmar que tal estratégia

A) indica pausas de elocução com o propósito de obter uma informação desconhecida até então.
B) preconiza a importância do debate acerca da ética, tendo em vista seu papel na sociedade, exposto e exemplificado pelo autor de forma sucinta, mas suficientemente esclarecedora.
C) demonstra a exposição de um ponto de vista sob forma de perguntas, trocando-se a afirmação por uma questão, acelerando-se o andamento discursivo e intensificando-se o sentido.
D) desmistifica o caráter persuasivo da argumentação, a ponto de elucidar de forma objetiva e clara o verdadeiro e único propósito de tal tipo textual: apresentar uma tese e demonstrar sua veracidade.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?

Para identificar a alternativa correta quanto à estratégia da construção textual.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Essa questão envolve interpretação. Por esse motivo, é possível que os julgamentos que vou apresentar abaixo sejam diferentes dos julgamentos feitos por vocês ao analisar cada uma das alternativas.

Nesses casos não se trata de certo ou errado, apenas ter consciência de que é possível ter julgamentos diferentes sobre as afirmações e mesmo assim chegarmos a uma mesma conclusão.

A alternativa “A” afirma que o autor se utiliza de perguntas com o propósito de obter informações desconhecidas. Julguei essa alternativa como falsa pois entendi que o autor, se utiliza das perguntas com o objetivo de fazer os leitores refletirem acerca do assunto.

A alternativa “B” afirma que o uso de interrogações preconiza a importância do debate acerca da ética e que a forma como o texto foi exposto foi suficientemente esclarecedor, apesar de sucinto. Julguei esse item como falso, pois entendo que o uso de interrogações não fez com que a abordagem do tema fosse esclarecedora.

A alternativa “C” afirma que ao se trocar a afirmação por uma interrogação, o andamento discursivo é acelerado e o seu sentido é intensificado. Julguei essa alternativa como correta pois o fato de as perguntas causarem reflexão, fazem com que os leitores se coloquem em posição ativa, de forma que ao mesmo tempo em que verificam os próprios conceitos, possam acompanhar de forma mais eficaz a linha de raciocínio exposta pelo autor.

A alternativa “D” afirma que o uso dessa estratégia possui um verdadeiro e único propósito: o de apresentar uma tese e demonstrar sua veracidade. Concordo com o fato de que essa estratégia pode ser usada para apresentar uma tese, mas julguei essa alternativa falsa pois ela afirma que esse é o único propósito dela. Além disso, também acho incorreto quando o enunciado afirma que o propósito dessa estratégia é o de demonstrar a veracidade do assunto, no meu entendimento, o autor não utiliza as perguntas para demonstrar a veracidade, mas como forma de expor o seu ponto de vista e sugestionar o leitor a refletir sobre o assunto.

Gabarito: “C”

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

CRC 02/2018 – Questão nº49 da Prova Branca (nº50 da Prova Verde, nº49 da Prova Amarela e nº50 da Prova Azul) – Língua Portuguesa

Texto I

Um dos estudantes levantou a mão. Embora compreendesse perfeitamente que não se podia permitir que pessoas de casta inferior desperdiçassem o tempo da Comunidade com livros e que havia sempre o perigo de lerem coisas que provocassem o indesejável descondicionamento de algum dos seus reflexos... enfim, ele não conseguia entender o referente às flores. Por que se dar ao trabalho de tornar psicologicamente impossível aos Deltas o amor às flores?
[...]
– As flores do campo e as paisagens, advertiu, têm um grave-defeito: são gratuitas. O amor à natureza não estimula a atividade de nenhuma fábrica. Decidiu-se que era preciso aboli-lo, pelo menos nas classes baixas; abolir o amor à natureza [...]
(HUXLEY, Aldous. Admirável Mundo Novo, p. 22, 1946.)

Texto II

A partir de uma comparação entre os textos I e II, e considerando-se uma possível reflexão advinda do texto I acerca de um comportamento social, depreende-se que o texto II constitui:

A) uma referência a um fato atual de forma acrítica.
B) uma demonstração da necessidade de que o perfil profissional prevaleça.
C) crítica a todo tipo de atitude preconceituosa existente na sociedade atual.
D) crítica ao desmerecimento de determinados valores, em situações específicas.


Resolução em texto elaborada pela Profª Yasmin:

1º) O que a questão pede?

Que comparemos o Texto I com o Texto II, com foco no comportamento social.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Podemos observar algumas semelhanças entre o texto I e II. Em ambos os textos, o foco é a necessidade da classe daquele contexto.

No texto I, chegaram em uma conclusão que o amor à natureza não estimula a atividade fabril, então, esse amor deveria ser abolido nas classes inferiores. O que, podemos inferir, que a preocupação está na produtividade, ou seja, uma pessoa que fica “contemplando” a natureza não deve ser uma pessoa que produz muito em uma fábrica operária.

No texto II, a formiga que é a próxima da fila tem uma cabeça bem grande e um corpinho pequeno, que dá a impressão de ser intelectual. Como ela está em uma fila de vagas para “operárias”, ou seja, para trabalhadoras braçais, então, infere-se que ela não será muito produtiva para o serviço.

Com isso, chegamos à conclusão que trata-se de uma crítica ao desmerecimento de determinados valores, em situações específicas.

Gabarito: “D”

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

CRC 02/2018 – Questão nº48 da Prova Branca (nº47 da Prova Verde, nº48 da Prova Amarela e nº47 da Prova Azul) – Perícia Contábil

De acordo com a NBC PP 01 – Perito Contábil, o perito deve elaborar a proposta de honorários estimando, quando possível, o número de horas para a realização do trabalho, por etapa e por qualificação dos profissionais, considerando alguns dos seguintes trabalhos especificados, EXCETO:

A) Retirada e entrega do processo ou procedimento arbitral.
B) Pesquisa documental e exame de livros contábeis, fiscais e societários.
C) Elaboração de planilhas de cálculo, quadros, gráficos, simulações e análises de resultados.
D) Elaboração de termos de diligências para arrecadação de provas e comunicações exclusivas aos advogados.


Resolução em texto elaborada pelo Profº Thiago:

1º) O que a questão pede?

Para identificar a alternativa que apresenta uma afirmativa FALSA quanto aos trabalhos que devem ser considerados na elaboração de proposta de honorários pelo perito contábil.

2º) Qual estratégia vamos usar para resolver?

Para resolver essa questão, vamos comparar o que está disposto na NBC com as alternativas apresentadas.

De acordo com a NBC PP 01 – Perito Contábil:

 “34. O perito deve elaborar a proposta de honorários estimando, quando possível, o número de horas para a realização do trabalho, por etapa e por qualificação dos profissionais, considerando os trabalhos a seguir especificados:
(a)      Retirada e entrega do processo ou procedimento arbitral;
(b)      Leitura e interpretação do processo;
(c)       Elaboração de termos de diligências para arrecadação de provas e comunicações às partes, terceiros e peritos-assistentes;
(d)      Realização de diligências;
(e)      Pesquisa documental e exame de livros contábeis, fiscais e societários;
(f)       Elaboração de planilhas de cálculo, gráficos, simulações e análises de resultados;
(g)      Elaboração do laudo;
(h)      Reuniões com peritos-assistentes, quando for o caso;
(i)        Revisão final;
(j)        Despesas com viagens, hospedagens, transporte, alimentação, etc.;
(k)      Outros trabalhos com despesas supervenientes.

Ao comparar com as alternativas apresentadas no enunciado, verificamos que a única que a alternativa “D” é falsa por afirmar que as comunicações são “exclusivas aos advogados”.

Gabarito: “D”

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